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UMA HISTÓRIA DE AMOR E TRABALHO
O início da nossa história nos lembrou o adágio popular “em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão”. Nós éramos um grupo inexperiente pedagogicamente, um grupo de aprendizes de tudo. Alguns com experiência em atividades burocráticas, mas nós estávamos ali para construir uma escola, não era uma organização pública comum. Os conhecimentos teóricos e científicos em educação que tínhamos e a vocação que nos levou para dentro de uma escola, avisavam da necessidade de se adotar e eleger uma liderança política e pedagógica, pois nossa casa não tinha pão necessário para alimentar a todos, e ali ninguém era Jesus Cristo para proceder à multiplicação de pães em instantes. Conseqüentemente, em pouco tempo todos começariam a gritar e estaria ameaçada a harmonia escolar, que é o piso para andarmos com segurança. A Escola adotou sua liderança, escolhida por alguns e negada por outros. Mas, enfim, o grupo tinha sua coordenação, que não era a figura do diretor indicado oficialmente. Foi uma escolha orientada pela possibilidade da professora escolhida estar munida dos conhecimentos teóricos necessários ao trabalho da escola. Na época, esta coordenação declarou, e está registrado em ata: “Meus conhecimentos teóricos de nada adiantarão se não forem acompanhados das qualidades que vocês acreditam que eu tenha; E da capacidade que eu espero de vocês de acreditar no que eu digo e no que eu faço, para que eu possa executar com liberdade as decisões sugeridas por vocês. Precisamos acreditar uns nos outros, como um menino acredita n’ outro menino ”. Assumia a Direção a professora Carmem Lucia, enquanto chegava a decisão de governo de um outro nome,nesta época, a direção das Escolas Estaduais Públicas Cearenses era CARGO DE CONFIANÇA RESTRITA AOS POLÍTICOS COM MANDATO. Este Tempo passou, o Ceará Mudou e Avançou.Esta mudança faz parte da luta social pela QUALIDADE NO ENSINO DAS ESCOLAS PÚBLICAS CEARENSES.